Salpicos de espuma
Das ondas que chegam e vão…
Suaves momentos,
Acontecimentos…
Histórias de passados errantes,
Guardam segredos…
Nas profundezas dos oceanos.
Barcos perdidos,
Tesouros escondidos…
Sereias a cantar,
Peixes de mil cores…
Um mundo de encanto.
Sou marinheiro neste mar…
Trago gravado na memória,
O som da tua voz,
O perfume do teu corpo…
Salpicos que me trazem o sabor do teu leito,
E me fazem voltar,
A partir e a procurar…
Soltar as amarras e deixar-me ir na maré.
Cruzei mares, sete oceanos,
Águas nunca navegadas…
Na esperança de te encontrar…
A ti meu amor. Só a ti.
Já não sei o que fazer…
Sinto o tempo a passar e eu a envelhecer,
Loucos desejos em loucas fantasias…
Procuro no vazio…
Que preenchas o meu mundo,
O nada será muito…
Só quero estar perto de ti.
Em sonhos, nos meus delírios…
Navego nesta imensidão, sem parar,
Bússola que roda e roda…
Num norte que fica sul,
Num sul que fica norte…
Um planeta ao contrário,
Nada importa…
Não quero acreditar que estou louco,
Que procuro sozinho, perdido…
Sei que também vens ao meu encontro,
Os nossos corpos, um único destino.
Sinto as ondas a chegar…
Faz-me acreditar…
Que és parte de mim.
Existem, como sabem, lagos de água doce e lagos de água salgada... O Mar Morto, por exemplo, contém 38 a 40 gramas de cloreto de sódio por litro de água. Dificilmente nos afundamos! Rigorosamente não lhe podemos chamar mar mas sim lago, um grande lago que fica entre Israel e a Jordânia. O mar, do meu "post", é o oceano Atlântico (Beira-Litoral) e está bem vivo, como podem ver! A foto tirada por mim e os versos atirados ao mar pelo "Sailing" (“Mar de Sonhos”), deixam ainda mais níveos os meus salpicos de espuma, não acham?
No meu "Jardim de Sonho", como sabem, costumo plantar os seguintes temas (sete ao todo): “Escadaria”, “Banco de Jardim”, “Canteiros”, “Lago”, “Ponte”, “Animais” e “Pessoas”. Voltem sempre!
